
Alívio de estresse, relaxamento das tensões musculares, melhora do desempenho no trabalho e nos estudos são apenas alguns dos benefícios de uma noite de sono tranquilo. Dormir bem funciona como um remédio, já que também estimula a memória e eleva o estado de ânimo. Veja, a seguir, os passos para conquistar um bom descanso.
Primeiro, é preciso identificar os motivos que podem atrapalhar o processo de dormir bem. Para a médica do trabalho da CliniCASSI Goiânia, Elizabeth Reginato Craveiro Franco, “estresse, ansiedade, preocupação com o trabalho ou com a família podem impedir a pessoa de relaxar e conciliar o sono”.
Outros obstáculos são a irregularidade de horário, ou seja, falta de uma rotina para repousar e fatores ambientais como barulho e luz. A médica comenta ainda que a insônia pode ser secundária a doenças, como hipertireoidismo, dor crônica, apneia do sono, problemas psiquiátricos e desidratação.
Vale observar ainda se as emoções estão interferindo frequentemente no sono. “Se sim, é preciso procurar ajuda de especialistas, como médicos e psicólogos. Pessoas que não conseguem repousar bem podem apresentar cansaço e sonolência constantes, falta de atenção e problemas de humor”, pontua a profissional.
O passo seguinte é iniciar um planejamento e criar uma rotina para dormir. A médica do trabalho sugere algumas estratégias que podem auxiliar, como “não assistir televisão no quarto, evitar o uso de celulares, computadores e se estiver acordado, sair da cama”.
O descanso tranquilo também depende da alimentação. Portanto, a terceira ação é ficar de olho nos alimentos que serão consumidos perto do horário de dormir. “Se o objetivo é deitar e relaxar, não exagere na quantidade de alimentos e na ingestão de comidas gordurosas. Algumas substâncias estimulam o sistema nervoso central e podem interferir. É o caso do chocolate, café, chá preto ou mate, guaraná, refrigerantes à base de coca e, claro, bebidas alcoólicas”, ressalta a médica.
E será que existe um tempo ideal de sono para cada faixa etária? Conforme Elizabeth, “embora essa necessidade seja uma característica individual, a maioria da população adulta necessita de 7 a 8 horas diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas”. Assim, a quarta dica é observar a característica individual e perceber se as horas dormidas estão sendo suficientes para a reposição das energias.
O último passo é inserir atividade física regular. A profissional observa que “nos horários próximos ao descanso, é preferível escolher atividades sem muito barulho e agitação”.